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BlueHusky

13/12/2007 GMT 1

Estreia em GRANDE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sylvia123 @ 21:16

circoFOI HOJE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
acham k já chega?...
hM... n me parece...
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
LOL!
foi uma estreia em grande, fizemos um sucesso daqueles, a nossa storinha até chorou... haviam de ter visto...
foi um "circo da vida" do caraças... um autêntico circo k a começar pela keda do Sr.João Maionde (planeada, é claro), foi hilariante...
foi emocionante à brava... eu estive bem, só tenho ainda aquela mania de tar sempre a olhar para o chão... enfim, isto passa-me... o ensaio pa amanhã já correu mt melhor... lá está... eu vou lá...
...
o ensaio geral de interpretação correu-me bem... costuma ser mau sinal por isso amanhã é preciso ter cuidado...
é caso pra dizer... Partam uma perna e mta merda pa vocês, 10º12!! lol
...
ah, como diz o Dany... se conseguirem dormir... bons sonhos... eu repito pa vocês... beijinhos e até amanhã

12/12/2007 GMT 1

É já amanhã!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sylvia123 @ 09:56

...
Como eu ia dizendo...
...
É já amanhã!!!!!!!!! Yes!!!!!!!!
...
oh não. Não... Não! NÃÃÃÃÃÃ0000000000!
...
Vai correr tão mal, e...
...

Raios partam, esta noite nem durmo...
Amanhã tenho a minha primeira estreia, um exercício de movimento, para apresentar em plena escola... Digamos que, se não levarmos com fruta podre em cima, já podemos considerar que foi um sucesso. Enfim... Não há-de ser nada!
Como diz o Maionde... Somos os maiores! Os únicos... Mas não deixamos na mesma de ser os maiores. Hoje, a Cláudia contou-nos a mim, ao Joãozinho, à Mari e ao Ricardo logo de manhã, que já é conhecida por "aquela daqueles que faz figuras no A1"... Ou seja, à partida, se ela é conhecida assim, nós todos somos.

Mas temos de estar confiantes... Na sexta será bem pior. Este será apenas o primeiro de grandes desafios.

Bjinhos pa todos*

10/12/2007 GMT 1

Continuação bem rápida...

sylvia123 @ 22:19

OI MALTA!
bem, como prometido, aqui está mais um capítulo fresquinho e acabadinho pas vistas de todos... convém dizer que podia estar melhor, até porke, meus amigos, eu tenho perfeita consciência quando o meu trabalho poderia ser muito mais produtivo... este não está muito desencavadinho, mas aceita-se. Pois bem... leiam e divirtam-se... ou não...

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capítulo terceiro
"um medalhão destinado"

As paredes interiores do Garllönner irromperam em nova explosão. Descia pelas cavidades deste, o ar imundo e quente do fumo que a sua abertura para o mundo provocava. Numa das zonas mais altas do seu interior, projectava-se um riso audível de uma raiva nervosa quando a imagem de um rapaz se debruçou sob o corpo sem vida do irmão.
Lorthos, o vil trespassador de cabeças, assassino de várias legiões, travava uma luta interior com o medalhão que lhe queimava a carcaça no lugar onde deveria possuir um coração. Essa era uma das coisas das quais se orgulhava de não ter. O coração era para os fracos. Para os fracos e estúpidos humanos que julgavam comandar o mundo, coisa que ele provara já e continuava a provar que não acontecera nunca. Derrotara Wilbur e sugara-lhe o poder até ao fundo das entranhas. A partir daí, as legiões protectoras do reino do meio-irmão haviam desertado e ele ficara com aquele medalhão, como recordação delas.
O medalhão negro que acendia cada vez que um inimigo se encontrava útil... O mesmo medalhão que um rapaz lhe roubara há três anos e lhe arrancara metade da força que roubara a Wilbur, obrigando-o a dever lealdade à Morte e vender parte da sua alma. Esse mesmo medalhão que voltara a brilhar no seu pescoço negro quando o tirara ao rapaz de novo, deixando-o a morrer e ao outro que tentou proteger, sem sentidos. O mesmo rapaz que observava agora, do alto da sua zona mais alta.
William Wild havia sido levado como descendente dos antepassados de Mysticus durante os três anos anteriores àquele. Os três mesmos anos em que possuíra o maldito e ao mesmo tempo, digno de ser apelidado de dádiva, medalhão. Muitas batalhas haviam sido ganhas pelas legiões defensivas de Withilbur no decorrer desse tempo. Mas as coisas haviam mudado quando o medo criado à volta do jovem haviam mudado. Lorthos descobrira-lhe uma fraqueza, a maior fraqueza que um humano pode ter: O amor por alguém. O carinho que Wild sentia por aquele rapaz, que agora via chorar perante o seu corpo quase sem vida. O carinho idêntico àquele que Lorthos nunca sentira por Wilbur.
- Senhor, os Zinuls pedem permissão para atacar a costa leste de Living-Force. - disse uma voz atrás dele. - Os camponeses de lá encontram-se sem defesas. Não passam de reles velhos, mulheres e crianças.
- Seja. - ordenou Lorthos, voltando-se para observar a figura do rapaz atrás de si. Era ainda um jovem, não devia ter mais de dezanove anos.
« Durante sete anos nos negaram rendição. Combateram-nos. Enfrentaram-nos. Cairam na asneira de se debaterem até ficarem reduzidos a nenhum homem. Pois bem... Agora verão o que acontece a quem ousa negar-me o que quer que seja. Vai, Merval! Deixo as tropas ao teu comando. Saqueiem tudo e destruam o que encontrarem em pé e com vida. Quero os malditos humanos todos chacinados até ao último.
O rapaz fez uma vénia e desapareceu de trás do seu mestre. Outro que, por ironia, mesmo estando ao comando de Lorthos, o Senhor das Trevas, era da raça que este mais odiava. Era humano.
Lorthos não confiava nem um pouco neles. Eram fracos, sedentos de atenção e possuidores de sentimentos. As origens falsas, odiosas e sem escrúpulos de Lorthos não lhe permitiam gostar deles. Aquele rapaz não era excepção alguma. Não confiava nele, mas ia-lhe servindo por conhecer os costumes dos mesmos humanos a que Lorthos não pertencia. E ele aproveitava isso bastante bem.
Voltou a sua atenção para o lago Orgäl, donde tinha vindo a observar todos os passos do seu alvo. Mais umas horas e a profecia seria cumprida. A morte de um grande guerreiro passaria a ser concretizada. Esse guerreiro falhara por possuir sentimentos. Por ser humano. Por tentar proteger um seu igual ao invés de se tornar súbdito de Lorthos. Poderiam ter sido grandes juntos, se William Wild não houvesse sido um fraco. Se não houvesse provado uma vez mais que os humanos não passavam de impecilhos e eram alvos a abater.
"- Mandem as tropas para Ocidente. O ataque provém de uma zona desconhecida! - gritava William saindo da tenda e aprontando-se da sua espada e escudo. Colocou o elmo na cabeça e preparou-se para a batalha, nos poucos segundos que ainda lhes restavam.
- Senhor... - disse um dos soldados aproximando-se dele. - A maior parte da cavalaria está em baixa, temos três dezenas de arqueiros a leste e duas de batedores dispostos a sul. Eles são nove mil da encosta a leste e onze centenas a norte.
A cabeça protegida de Bill rodou nas direcções apontadas pelo soldado, enquanto a cabeça lhe funcionava a mil à hora, a tentar pensar numa solução.
- Os números não vencem numa guerra, Zardän. - disse ele, segurando firme na espada. - Vamos em frente. Defenderemos tudo até ao último homem...
O homem afastou-se e deixou-o sozinho, a olhar para a sua figura enquanto desaparecia.
« Esperemos que os números também não ajudem... - disse baixinho. - Esperemos mesmo...
Saiu da tenda e montou o seu cavalo, saindo a galope para a montanha, donde ele e os seus poucos seguidores tinham um maior vislumbre do campo inteiro à sua frente. A noite também não ajudava, já que a escuridão era uma vantagem clara para os Zinuls. Bill olhou em volta em busca de qualquer coisa que lhe desse um sinal de alerta. O primeiro grupo aproximava-se a leste, tal como Zardän dissera, aos milhares. Era impossível distinguir um número certo, mas eram claramente em maior número que eles.
Deu um grito para as tropas que o seguiam e umas poucas dezenas de cavalos saltaram para terreno de ataque, cortando cabeças aos primeiros bárbaros que encontraram. Os arqueiros lá em cima disparavam a rebate nos crânios dos oponentes e Bill via as espadas dos cavaleiros saltarem para o chão quando os seus donos eram atirados de cima dos seus cavalos. Inclinou-se para a frente, agarrando a crina de Marskan, o seu cavalo negro, e galopou em flecha em direcção a um dos bárbaros que ameaçava a cabeça ainda agarrada ao corpo de Zardän. Com um golpe de espada, finou-lhe a carcaça e arrancou a bola que tinha em cima do pescoço.
Nem tendo tempo de agradecer ao superior, Zardän levantou-se e trespassou o Zinul que havia erguido entretanto a espada para separar a cabeça de Bill do corpo.
- Estamos quites. - disse apenas Bill, tirando-o da frente e mandando-o para o chão de novo para chacinar outro Zinul com um golpe de espada, enquanto via, pelo canto do olho, a figura de Charely a dar com o escudo na cabeça de um dos bárbaros.
- Morte aos Zinuls! - gritavam as vozes de Flaminian e Georgio do outro lado, ambos trespassando as medonhas criaturas de um lado ao outro, e, por vezes, jogando-as um ao outro como duas catapultas.
Bill sorriu. Os irmãos faziam valer o que ele lutara para os ensinar a ser bons cavaleiros. Mas algo fez o seu sorriso retrair-se, tão rápido como havia surgido. Virou-se para Zardän, que acabara de apunhalar outro Zinul pelas orelhas, perfurando-lhe o crânio com a lâmina da espada.
- Onde está o Ronan? - perguntou.
- Nas tendas, da última vez que o vi. Não mais lhe pus a vista em cima. - garantiu o outro. Bill olhou em volta, pensando se ainda teria tempo de evitar uma desgraça.
- Fica aqui, assume o comando. - disse, com voz decidida. - A legião é tua, caso me aconteça alguma coisa.
Zardän assentiu e quase não foi a tempo para evitar um ferimento no seu ombro esquerdo quando um Zinul o atacou com uma lança.
Entretanto, William Wild montou de novo Marskan e galopou para o acampamento, tentando a todo o custo chegar antes de alguma catástrofe. Ao longe, via já as chamas a percorrerem tudo à sua passagem e teve de desmontar o seu cavalo negro quando este se recusou a avançar mais um passo que fosse. Correu o mais que pôde, desviando-se das labaredas e do fumo que, por começar a inalar, já lhe atrapalhava a respiração, e alcançou a tenda a tempo de evitar que Ronan fosse trespassado pela espada de Lorthos.
- A tua luta é comigo! - gritou, lançando-se e defendendo o golpe destinado ao irmão. Ronan afastou-se e encostou o corpo às vestes da tenda, com os olhos parados e sem cor.
- Ensina isso ao teu irmãozinho. Ele procurou-me. - atirou o ser negro, investindo no ataque mais uma vez, sem sucesso.
- Demónio desprezível! - gritou Bill mais uma vez. Lorthos riu-se.
- Os elogios fascinam-me. - ergueu o braço e, com um clarão, atirou Bill ao chão com um estrondo. - Especialmente se forem desse tipo.
Bill viu uma sombra passar por cima da sua cabeça e, no instante seguinte em que olhou de novo para Lorthos, ele já não se encontrava lá.
- Procuras alguma coisa?
O jovem voltou a cabeça e, depois de um estrondo, viu-se de novo em pleno campo de batalha com Lorthos à sua frente, agarrando Ronan pelo pescoço, o irmão controcendo-se de dor à medida que sofocava. À volta deles, os companheiros de legião, pareciam num mundo à-parte, pois não ouviam os gritos de dor de Ronan e nem os pedidos de ajuda de Bill. Era como se pertencessem a outra dimensão, como se fossem apenas fantasmas.
- Eles não te ouvem. - garantiu Lorthos.
- Monstro! - gritou Bill, tentando, em vão, levantar-se mais uma vez.
- Vou dar-te uma oportunidade de provares um pouco da minha misericórdia. O teu maninho... Em troca do medalhão que trazes ao pescoço. - Bill olhou para o peito e levantou a mão, levando-a ao medalhão negro, com um ar de repulsa e raiva.
- Não... - sofocou Ronan, com o rosto a perder a cor.
- Fica com ele. Maldito sejas!
Bill deixou cair o medalhão e Lorthos soltou Ronan, que caiu no chão e rastejou até ao irmão. O jovem contorcia-se de dores no chão, clarões a abrirem golpes fundos nos seus braços e no rosto até o tornarem quase irreconhecível. As cicatrizes formavam-se no pescoço como dentadas e os olhos ficaram vermelhos, parecendo desaparecer depois ao enegrecerem. O corpo de Bill estancou, ficando finalmente quieto, parado no solo como morto. Ronan não viu mais nada e desmaiou, antes de chegar perto do seu leito."
Observou uma vez mais a imagem dos dois rapazes através do lago. Era incrível como eram semelhantes a todos os humanos. Fracos. Sentimentais. Medricas. Medonhos. Tristes até nas maiores alegrias.
Lorthos sorria, à medida que as lágrimas de Ronan brilhavam nas águas escuras do lago sob o corpo imóvel do irmão. Mais uma vez triunfara. Uma vez mais saira vencedor e muitas mais se seguiriam decorrentes àquela.

Eram três da manhã quando Lucas voltou a acordar naquela noite. Estava a ser um período enfadonho, aquele. Deveras maçante. Talvez por as aulas já terem começado, como sempre no mesmo ritmo irritante e monótono. A única coisa boa havia sido voltar a ver os amigos. Já tinha saudades deles. E como tinha. De Haidia, especialmente, já que ela havia passado as últimas férias de Verão longe dali. Tygath, ao contrário, estava sempre presente.
Levantou-se. A noite lá fora mostrava a lua mais negra do que era costume. O céu estava muito mais escuro e o ar era mais gelado, mesmo não passando de uma simples brisa. Lucas aproximou-se da janela e as estrelas pareceram engoli-lo. A cabeça doeu-lhe fortemente e sentiu-se desiquilibrar, agarrando-se às portadas da janela para não cair no chão. Imagens passavam-lhe pela cabeça como flashes de luz e era pouco nítido aquilo que parecia conseguir distinguir. Uma medalha... Um cavalo negro e um rapaz da sua idade chorando sob um corpo, ao certo morto, devido à clara imobilidade... Era tudo muito pouco claro e demasiado assombroso.
Sentia o coração dar pulos, os pulmões deixarem de inalar ar puro, a vista deixar de observar o que quer que fosse, as mãos e as pernas perderem a força, o cérebro deixar de pensar em alguma coisa por muito pequena que fosse... Lucas apoiou-se de novo, antes do crânio ameaçar explodir. E tudo parou.
O coração voltou a bater de repente, os pulmões voltaram a fornecer-lhe ar que se respirasse. Tudo voltou ao normal, como se nada tivesse acontecido. E ele não estava a ficar maluco, disso tinha toda a certeza possível. Olhou para a janela uma vez mais. As estrelas brilhavam e a lua surgia resplandescente, assim como o tom do céu se mostrava azul-médio e o ar ameno. Respirou fundo. Algumas coisas não estavam bem, a começar pela sua imaginação acelerada.

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Estão a ver?? Eu bem disse que podia estar bem melhor que isto... 'Tá, como diz o outro... "Fraquinho!" Mas pronto, derivado que não tive muito tempo... aceita-se.

Jokas pa tds*
Até à próxima!

09/12/2007 GMT 1

Uma entrada em grande...

sylvia123 @ 17:11

Vamos cá combinar uma coisa... para a malta que gosta de ler assim como eu (ou não, pk pode acontecer) vou deixar aqui umas coisinhas bonitas da minha autoria para me darem opiniões sobre o meu trabalho... Mas quero mesmo opiniões, hã? Tive esta ideia durante as férias de Verão passadas com a minha mana em Coimbra, Arganil e Castelo Melhor. Ela é a minha fonte de ideias, por isso... Obrigado por tudo maninha. Este post é dedicado exclusivamente a ti, tal como a própria categoria. Bjinhu*

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prólogo missionário

Há cinco eras atrás, meio mundo subjugou-se à vida sem magia. A monarquia regia-se tomando de reféns os possuidores dos poderes mais sábios e maiores do mundo antigo, pois eram estes levados em conta como uma ameaça à regência de cada reino. Numa tentativa de escapar às atrocidades mortíferas a que os magos eram sujeitos, 14 cavaleiros sagrados, Galleigher, Morgana, Fellowship, Limo, Sunniro, Mysticus, Lynnel, Sybill, Sallýo, Junos, Jadira, Lazáruh e Savano, esconderam em pontos diversos dos reinos que cada um protegia, os 14 mantos sagrados que lhes concediam a força para tornar prósperos os diversos mundos.
Durante duas décadas, as 14 regências universais viveram em paz.
Foi durante o massacre de Xallanan que Wilbur, regente do reino de Withilbur, um dos descendentes de Lazarúh, e secretamente usado de magia negra, se apoderou dos mantos e os usou para se tornar dono e senhor do mundo mágico e apoderar-se das vivências humanas dos seres não-mágicos, tornando a Terra um planeta uno em costumes e leis.
Mas Lorthos, irmão de meio-sangue de Wilbur e nascido do traço negro de Lazarúh, tomou posse do reino deste à devida força, quando na noite de transferência entre a quarta e quinta décadas, tornando hoje o mundo no que ele é, e como o vemos. Matou Wilbur e enegreceu a metade da Terra que faltava, jurando vingança e massacre na outra parte que lhe faltava tomar.

capítulo primeiro
"poderes dos sonhos"

O céu estava ainda negro e o horizonte começava a tornar-se inundado por faíscas vermelhas-fogo. Mais de metade do reino de Withilbur ainda se encontrava na penumbra e ensonado dentro das suas casas, pouco se contorcendo no seu cantinho. A noite deixara-os há bem pouco tempo e o cansaço de cada dia de trabalho era atroz, quando se era camponês.
Shana virou-se na cama pela oitava vez, sem se conseguir libertar daquele sonho meio estúpido que não a largava há mais de duas semanas. Que raio de graça tinha sonhar com meia dúzia de corpos mortos a caírem-lhe sobre o telhado da casa? Nenhuma. Ela só sabia uma coisa: que estava bastante preocupada desde a última carta dos irmãos.
William, Charely, Flaminian, Georgio e Ronan tinham partido para a guerra há quase um ano e há mais de seis meses que não lhes chegavam quaisquer notícias sobre eles. O pior era que tudo isto não a afectava só a ela lá em casa. Também a mãe andava extremamente esquisita, e o pai raramente falava do que fosse enquanto estava em casa. Percival, outro dos seus irmãos, esse ao contrário andava de lá para cá, cumprindo os seus deveres de mensageiro de um governante que nem o cognome disso merecia. Mesmo assim, andava todo contente com este cargo e ai de quem levantasse um insulto contra o seu senhor. Mas também ele, naquele momento estava longe, talvez no encalço dos restantes irmãos, ou mesmo ao pé deles.
A rapariga levantou-se da cama e vestiu o primeiro roupão que lhe veio às mãos quando abriu o guarda-fatos. Os olhos verdes passaram-se pelo espelho e a sua figura ruiva e meio sardenta saltou-lhe à vista. Tentou sorrir. Não conseguia. As saudades dos irmãos e de ter com quem conversar não deixavam que tal acontecesse. Suspirou e, enquanto amarrava os cabelos num simples rabo-de-cavalo, saiu pela porta, esperando encontrar na mesa um pequeno-almoço mais animado que qualquer das refeições dos dias anteriores.

Era o terceiro pesadelo naquela noite.
Tygath voltou a dar uma volta enorme e brusca na cama quase batendo com a cabeça na ripa de madeira ao seu lado. Quase tinha medo até de respirar, por isso, nem sequer se mexeu mais.
Abriu os olhos. O tecto estava escuro e inundado pelo negro do quarto, e pelas sombras. O preferível era nunca mais voltar a adormecer mas, mesmo tentando, não conseguia. E isso dava com ele em louco. Tal como os pesadelos que tinha todas as noites.
Setas para um lado, balas para o outro, sangue, feridos, corpos desmembrados, cabeças abertas ao meio, miolos espalhados... Era tanto disparate junto que nem ele conseguia enumerar.
Sentia a respiração ofegante e quase escassa, cansada. Tentava normalizar o ar dos pulmões e o bater do coração mas não lhe era permitido. Estaria a ficar louco ou quê?
Olhou para a cama ao lado da sua. Um facto normal, Krill, o seu irmão, ressonava mais alto que os seus gritos e gemidos durante todo o pesadelo, tanto que nem sequer acordara. Nem devia ter dado sequer por isso... Como todas as noites. Pelo menos não tinha de lhe explicar pormenores, o que até era agradável e não deixava de ser relaxante e extremamente aliviante.
Sentou-se, encostando a cabeça ao frio da parede branca escurecida pelo negro da noite atrás de si. Fechou os olhos. A imagem do sangue líquido e abundante assaltava-o a cada pestanejar. A cada suster de respiração. A cada suspiro mais longo. Ao lado dele, Krill continuava perdido num sono profundo e nem se apercebia do seu acordar.
Ergueu-se da cama e calçou os chinelos à pressa, descendo para a sala. Wyrone andava pela divisão miando baixinho, e veio roçar-se nas suas pernas quando o sentiu a poucos metros, a ronronar. Tygath passou-lhe a mão esquerda pelo dorso alaranjado suavemente, e passou pelo gato, que o seguiu elegantemente, em direcção ao móvel da entrada. Pegou no telefone e sentou-se no sofá, marcando o primeiro número que lhe veio à cabeça. Precisava de falar do que vira. Conhecia alguém que iria compreender.
Chamou uma... Duas, três vezes. Não respondiam do outro lado. Também àquela hora... Que horas seriam, aliás? Olhou para o relógio de cuco da sala. Quase sete da manhã. Certamente, ela ainda dormia. Respirou fundo e desligou, deixando os olhos cairem à sua volta, quando se encostou para trás no sofá. Haveria uma melhor oportunidade para falarem, nesse dia, na escola...

O autocarro de Kings-Alley Road parou defronte a Merttheen quando a primeira campainha de entrada nas aulas soou por toda a escola. Três dezenas de alunos irromperam pelas portas amarelas e entraram quase a correr portão adentro. As paredes inundadas de cacifos saltavam à vista de toda a gente que chegava e os corredores vazavam quando os professores encaminhavam os seus discípulos para as salas de aula.
Aquela manhã mostrava-se, para variar, solarenta. Sim, para variar, pois havia dias que as chuvadas eram constantes ali, em Kings-Alley. Os temporais eram negros e havia perigos de actividade vulcânica e erupções violentas quando o Garllönner se mostrava activo. Nessas alturas, chegava-se quase ao ponto de evacuar tudo, se necessário. Proteger a própria vida tornava-se prioridade absoluta para todos os cidadãos. Mas, de contrário ao que era costume, o ambiente mudara por aquelas paragens. Ultimamente, os dias eram quentes e bastante secos. Para os habitantes, era um achado extremamente agradável. O clima alterava-se dia-a-dia.
A aula de Mr. Targgey (a mais aborrecida do dia para todos os alunos da escola), fazia parte do primeiro espaço do horário tardio de Tygath Lynch naquele dia de Segunda-feira. A uma hora daquelas da manhã, as suas referências aborrecidas aos estudos da Segunda Guerra Mundial não eram de grande ajuda. A turma parecia ter ouvido o suficiente para muitos deitarem a cabeça nos braços e acharem a matéria extremamente interessante a outra qualquer hora do dia, ou mesmo dada por outro qualquer leccionante.
Tygath estava quase a iniciar um sistema de ressonância que se tornaria perigosa, se eventualmente, Mr. Targgey o ouvisse devido a todo o silêncio da sala inteira, quando recebeu uma cotovelada do lado direito. Levantou a cabeça e encontrou o olhar reprovador da sua melhor amiga, Haidia, que escrevia apressadamente umas quantas linhas no seu caderno de capa cor-de-xisto e lho passava disfarçadamente. Leu-as rápido.
"O que me querias, hoje de manhã?"
Tygath arqueou as sobrancelhas os segundos seguintes, antes de perceber finalmente onde a amiga queria chegar. Caramba, ela tinha de lhe dar o desconto, ele estava quase a dormir, era normal que os miolos demorassem um pouco a arrancar... Pegou no lápis e escrevinhou na linha abaixo umas palavras, antes de lhe devolver o caderno. Haidia leu-as e acenou, num misto de compreensão. Voltou a olhar na direcção do velho leccionante.
- Como eu vos disse, Libbato e Nennion foram os autênticos criadores da Sílice Rebelde, que invadiu Kronnag e derrotou Yellonne. - Mr. Targgey vislumbrou o seu livro velho que lhe cobria as enrugadas mãos e olhou em volta para toda a sonolenta turma. Dirigiu-se ao quadro e parou por um pouco.
Pegou no giz e virou-se de repente, atirando-o pelo ar. Um rapaz moreno sentado lá atrás acordou em sobressalto quando este lhe bateu em cheio na testa.
- Hã? Quem é??
Os poucos alunos que se mantinham acordados riram-se. Haidia revirou os olhos de impaciência e trocou um olhar com Tygath quando se voltou de novo para a frente. Este, ao contrário, manteve-se virado para o outro rapaz, assim como outros elementos da turma.
- Mr. Savrinn, o que me tem a dizer acerca da Sílice Aliança?
O inquirido olhou para o professor, atónito com a pergunta. Meia dúzia de braços ergueram-se no ar, quando ele abanou a cabeça.
- Maior parte desta turma ganharia muito mais, se em vez de dormir, estudasse. - Olhou em volta. - Miss Burrows, diga, por favor.
Tygath olhou para a amiga sentada a seu lado, quando ela baixou a mão e respirou fundo, preparando-se para um longo discurso.
- A Sílice Aliança foi formada por Relleyer, Parttön, Holdieff e Vasllon, liderada pelo General Fresto, descendente de um antigo líder proveniente de uma pequena cidade de Gytternino, cuja Kings-Alley Road é uma das cidades-estado. Por isso é tão importante o conhecimento desta guerra para a nossa cidade.
- Exacto. - Mr. Targgey anuiu, presenteando Haidia com um sorriso que esta, largamente, retribuiu. - Agora, por favor, passem o que vou escrever no quadro. E, desta vez... - O seu olhar caiu sob o rapaz, Savrinn, sentado lá ao fundo. - Peço-vos que não adormeçam, ou terei de vos recomendar um trabalho de casa a dobrar para a aula de amanhã de manhã.

- "E, desta vez... Recomendo-vos que não adormeçam, ou terei de vos exigir um trabalho de casa a dobrar para a aula de amanhã de manhã..." Bah!
A voz esganiçada de Lucas Savrinn ecoava pelos corredores, enquanto ele e Tygath passeavam pela escola, no intervalo, à saída da pachorrenta primeira aula.
- A culpa foi tua! - atirou Haidia, fechando o cacifo e seguindo-os, quando os rapazes a apanharam à esquina.
- Minha?? - Lucas fez-se ofendido. - Talvez se ele não fosse uma seca, a malta adormecesse menos. - Haidia revirou os olhos e avançou, em pose de líder, passando-lhes à frente, enquanto Tygath olhava de um para o outro.
« Além disso, não fui o único a passar pelas brasas.
- Tu és o representante de turma, Lucas! - exclamou Haidia em tom de culpabilização. - Tens obrigatoriamente de dar um bom exemplo.
- Por um simples erro técnico. - desculpou-se ele. - Se o estupor do Negnon não tivesse entrado para a turma no dia da eleição e tu não tivesses feito com que ele fosse suspenso no ano passado...
- Queres dizer que a culpa foi minha? - gracejou Haidia, com um ar sorumbático.
- Não. Só quero dizer que o golpe dele foi para se vingar de ti, quando votou em mim para desempatar. Ou seja, eu fui a vítima da zanga de ambos. - Olhou para Tygath em busca de apoio. - Não sei o que deu na cabeça de Mrs. Ravorei para lhe dar oportunidade de voto, ainda mais de desempate.
- Nem eu sei. Mas está feito, não está? - disse a amiga, a voz parecendo mais calma.
- Tréguas? - Lucas estendeu a mão na direcção dela e Haidia anuiu, sem lha apertar, virando-lhe as costas. - Ei!
Tygath riu-se quando Lucas desatou a correr atrás dela. Seguiu-os. O amigo foi apanhá-la à entrada da biblioteca, encurralando-a, encostada à parede. Haidia ria-se sem parar enquanto Lucas lhe fazia cócegas, largou os livros e os cadernos que se espalharam no meio do chão e, todos os três, pareciam pouco se importar com as pessoas que passavam por eles e pelos olhares que lhes lançavam, deviam achá-los loucos.
- Pára! - gritava Haidia entre as gargalhadas, numa voz que pouco ou nada se compreendia.
- É o quê? - perguntava Lucas, sem parar de a atacar, encostando-a cada vez mais à parede, entre as gargalhadas dela, e de Tygath a assistir ao espectáculo. - Não te percebi, abre a boca a falar, não comas as palavras.
- Lar... ga-me... - pediu ela de novo, deslizando pela parede abaixo, numa tentativa de escapar à investida do amigo, encolhendo-se toda. - Não... va... le... Pára...
- Quero uma garantia de aceitação de desculpas, ou não há paragens para ninguém! - exclamou o rapaz, levantando-a pelos pulsos e voltando a presenteá-la de cócegas.
- Ok... O... k... - Haidia inclinou-se e deu-lhe um beijo rápido na bochecha. Lucas sorriu-lhe.
- Muito melhor. - disse, baixinho. Tygath tossiu um pouco, atrás deles. Os dois pareceram tomar consciência da presença do amigo, uma vez que se afastaram de repente e Lucas quase tropeçou nos cadernos de Haidia, ainda espalhados no meio do chão.
- Aa... Eu ajudo-te. - disse ele, baixando-se e pegando em três dos livros dela. Haidia apanhou os restantes e trocou um olhar com Lucas, antes de entrar biblioteca adentro.
Ele sorriu timidamente. Tygath sorria, olhando da amiga que se sentava ao fundo da divisão numa das mesas, para o amigo ao seu lado. Tanto um como outro estavam ligeiramente corados. Tossiu de novo, fazendo Lucas olhar para ele e tirar o sorriso do rosto.
- Vá, o que foi?
Tygath abanou a cabeça negativamente.
- Nada.
E seguiu Haidia ao entrar na biblioteca.

capítulo segundo
"a última legião"

Anoitecera há relativamente pouco tempo.
As tendas vermelhas dispostas em ordem de eixos quadrados, davam ao acampamento uma organização monumental. Eram três as fogueiras que iluminavam o centro do enorme e ordenado espaço, perto das quais os soldados se juntavam para saborear uma simples refeição. O silêncio era constante, tal era o medo de um novo ataque semelhante ao de há dois dias.
O céu era fogo, quando os Zinuls deixaram o anterior acampamento destruído, nos arredores de Valitud. Mais de um milhar de defensores da legião imperial haviam morrido, empilhados como carcaças no meio do terreno. O massacre havia sido sangrento. No horizonte, ainda se via o fumo da direcção onde a antiga paragem da legião se situara.
Os feridos também não eram poucos. Muitos dos homens, trespaçados por setas, haviam sobrevivido após o último esgar do inimigo. Haviam combatido como bravos e bem treinados guerreiros, embora maior parte deles tivesse tido ali a sua primeira batalha. A astúcia era o que os movia e os salvava. E isso não era coisa que se treinasse. Nascia com um guerreiro, pura e simplesmente.
O cansaço já tomara alguns deles, e os que haviam ficado conscientes, só rezavam para que, durante a noite o simples fechar dos olhos não se prolongasse para sempre. Mas, pelo menos, morreriam em paz.
Os quatro soldados que rodeavam a fogueira maior deixaram-se ficar até após o fim do pôr-do-sol. Os cabelos de todos eram semelhantes e os olhos traçavam-se familiarmente firmes nos rostos de cada um. Dois deles permaneciam imóveis, sentados à luz e ao quente daquela chama enorme. Olhavam na direcção dos próprios pés, movendo apenas o diafragma quando uma respiração mais forte ou mais sentida se esforçava por surgir nos pulmões, inalando o fumo da fogueira à sua frente. Os seus movimentos eram semelhantes tal como as suas caras iguais. O outro olhava também na direcção do chão, mas empunhava-se de uma garrafa de vidro, por onde o sabor do álcool lhe saía para a boca quando o levava às guelas. O último, sentado no chão, limpava do cabo de uma espada aquilo que deviam ser vestígios de sangue seco, não fosse o aspecto negro que a escuridão lhes dava. Nenhum deles falava, sendo o único som ali presente o crepitar das chamas.
- O Bill adormeceu. - disse uma voz calma saindo de uma das tendas, quando um outro homem pouco mais velho que os dois gémeos imóveis se aproximou deles, devagar.
- Como está ele? - perguntou o dono da garrafa de álcool, parando de beber e pondo-a no chão à sua frente, sentindo-a aquecer com o calor do fogo.
- O braço ficou imobilizado, e ele delirou um pouco, mas parece que vai ficar bem. - O outro sentou-se ao lado dele. - Precisa de uns dias de repouso e estará pronto para outra semelhante a esta.
- Não o repitas nem a brincar, Perce... - pediu um dos dois gémeos, mexendo-se agora totalmente. Levantou-se.
- Peço desculpa.
Fez-se silêncio. Voltaram todos a olhar para as chamas, excepto o rapaz que continuava a limpar a sua espada.
- Não imagino o que diríamos aos pais caso lhe acontecesse alguma coisa... - desabafou Percival, olhando para a fogueira fixamente. - E mesmo à Shana, ela adora-o... Importas-te muito de parares com esse estúpido tique, Ronan?
Ronan parou de passar o pano pela espada e olhou para eles, com um ar desagradado.
« Não te incomoda nem um pouco que o Bill esteja deitado naquela cama horrível quase em risco de morrer, não sem antes sofrer o tormento fugaz de ficar sem um braço?
O rapaz olhou para o chão, voltando à sua espada. O pano já imundo voltou a correr pela lâmina desta.
- Mete-me espécime como possas ser tão insensível, Ronan! - atirou o gémeo que continuava sentado a poucos centímetros dele.
- Pois, afinal... Foi por tua culpa que ele ficou naquele lindo estado. - apoiou aquele que estava levantado.
Ronan largou a espada e levantou-se, dirigindo-se a este para o atacar quando o homem que largara a garrafa há poucos minutos se levantou também, travando-o quando o agarrou pela capa. O líquido álcoolico espalhou-se pelas ervas lentamente quando o recipiente caiu ao chão, pelo erguer brusco do dono.
- Calma, ok? Ronan! - disse, esforçando-se por impedir que este saltasse para cima do outro. Virou a cara dele na direcção da sua. - Não ganhamos nada em discutir.
Olhou para os outros.
« O nosso irmão está ferido. Gravemente ferido. O que podemos fazer é unirmos as nossas forças e rezar para que ele se recupere depressa. Se começamos a brigar, não o ajudaremos em nada. Muito pelo contrário.
- Ele estaria bem, Charely, se esse idiota aí não o tivesse...
- Cala-te, Flame! - gritou ele, enquanto Ronan virava a cara para o lado tentando que a escuridão da noite lhe ocultasse as lágrimas que teimavam em querer cair. Mas não ia chorar. Bill ensinara-lhe que um verdadeiro guerreiro nunca chorava. Fosse em que circuntância fosse, nunca se mostrava fraco. Nunca.
- Se ele morrer, eu juro por tudo que nunca mais... Eu nunca mais... - gaguejou Flaminian, enquanto o gémeo o agarrava.
- Ele não vai morrer! - gritou Ronan, falando pela primeira vez desde que vira o irmão mais velho cair em batalha de há dois dias, à sua frente.
- Espero muito bem que sim. - gritou Flaminian por cima dele. - Ou nunca mais a nossa família te perdoará, Ronan!
E virou-lhes as costas. Charely virou-se para o outro irmão.
- Georgio, vai atrás daquele idiota e impede-o de fazer algo estúpido parecido com ele. - O irmão assentiu e seguiu Flaminian. Percival virou-se para os outros dois.
- É bom mesmo que ele não morra, Charely! - E seguiu o mesmo caminho dos outros.
Ronan virou-se para o chão, sem encarar o irmão mais velho.
- Já podes largar-me.
Charely libertou o braço dele e observou-o, enquanto se dirigia à sua velha espada caída junto da pedra onde estivera sentado a limpá-la, apanhando-a. Uma pergunta que já lhe fazia parte do íntimo há dias, desde que haviam encontrado Bill estendido no chão e Ronan paralisado junto dele, veio-lhe à boca.
- O que aconteceu realmente durante a batalha?
Ronan parou, estático. As lembranças daquele momento, quaisquer que estas fossem, deviam estar a passar-lhe pela cabeça de modo estrondoso. Olhou para o irmão.
- Não sei.
- Como não sabes? - insistiu Charely.
- Não sei. - repetiu Ronan, voltando a recuperar os movimentos. Passou pelo irmão, em direcção às tendas. Charely voltou-se, seguindo-o com o olhar.
- Até agora eu tomei partido de ti. - Estas palavras fizeram Ronan estancar de novo. - Mas não poderei continuar a fazê-lo, se não souber o que aconteceu realmente. Porque razão o Flame te acusa mortalmente pelo que se sucedeu com o William, Ronan?
- Nunca te pedi que acreditasses em mim. - disse ele, sem se voltar. - Podes ficar do lado de quem quiseres, Charely!
Retomou o seu caminho.
- O Bill julgou-te sempre digno do seu apelido, Ronan! Sempre teve confiança que não o desapontarias, e nem à memória dos nossos antepassados. - disse Charely. O irmão respirou fundo antes de sair da sua vista.
- A cobardia e o medo não tornam ninguém digno de nada. - E desapareceu por entre as tendas sem dizer mais nada.

O branco dos lençóis que cobriam as janelas da tenda, mesmo com a sua cor clara, estava escuro com o tom da noite. O ar frio entrava por ali sacudindo os panos que a cobriam, ouvia-se o barulho do vento a uivar à medida que passava. Era aquela a maior área coberta de todo o acampamento, talvez devido ao número acrescido de feridos que tinham surgido na última batalha que a legião havia travado. Os corpos estendidos nas dezenas de camas ali dispostas em fileiras, dormiam profundamente. O cheiro de plantas e álcool era nauseabundo e pouco ajudava à respiração de qualquer pessoa mais saudável que entrasse ali dentro.
Ronan abriu as cortinas e olhou em volta, fechando-as de imediato para impedir o ar de entrar atrás de si. Olhou em volta, procurando o vulto que lhe parecesse mais familiar. Precisava dele, mesmo que se encontrasse inconsciente, que não pudesse ouvi-lo e nem vê-lo, nem mesmo confortá-lo. Precisava de respostas vindas da única pessoa que sempre o havia compreendido desde pequeno, e ao seu desejo de se tornar um guerreiro. A única pessoa que o encorajara a seguir aquele estúpido sonho que roubara a vida do seu melhor amigo e quase roubara também a sua. Naquele momento, ficar sem essa pessoa era o seu maior medo. Mas já tinham havido outros. E esses outros receios haviam causado tudo aquilo.
"A noite cairia dentro de quatro horas. Em breve anoiteceria.
Ronan mantinha-se cuidadoso e sempre alerta, empunhando o escudo com o brasão de Withilbur com um ar altivo, à entrada da tenda do governador. Esperava pacientemente algo. Nem ele mesmo sabia o quê, mas o irmão mais velho havia-lhe pedido que esperasse. O seu maior herói havia-lhe pedido que esperasse. Estava ciente em mostrar-lhe que era útil e não estaria ali para sair derrotado. Que William Wild, um dos maiores guerreiros daquela legião imperial, não apostara nele em vão.
Decorreu mais meia-hora até as vozes lá dentro cessarem e começarem a sair os homens que tinham enchido a tenda quando aquela reunião começara há quase seis horas. Ronan viu sair toda a gente e suspirou.
- Tem paciência. - Sentiu-se a si próprio sorrir, antes de se voltar para o autor daquela voz. - A tua hora de estar ali dentro connosco há-de chegar.
- Bem tarde, pelos vistos! - Bill sorriu, quando viu o irmão baixar a cabeça esboçando uma cara de desilusão.
- Não digas isso, estará bem mais próximo do que julgas. - Ronan olhou para ele. - És um guerreiro fantástico, apenas te falta algum treino. Não queremos que caias logo no teu primeiro combate, R!
- Tu não queres. - disse Ronan, em resposta. - O Flame e o Georgio estão desertos disso, só para provarem que não tenho fibra suficiente para isto. E têem razão, se calhar.
Bill fulminou-o com os olhos.
- Um verdadeiro guerreiro nunca se rebaixa. - cingiu. - E tu tens a alma e o coração de um verdadeiro guerreiro.
- Mas não tenho a força de um.
- As únicas forças necessárias estão aqui - A mão direita de Bill passou da testa para o peito. - e aqui. E essas, tu tem-las em grande magnitude.
Ronan sorriu e desceu o olhar para o chão.
« A coragem surge quando precisamos mesmo dela. O coração de um guerreiro só se mostra na altura devida. O teu há-de revelar-se a ti quando o momento oportuno chegar. Tal como a tua fibra, como os gémeos alegam.
- Porque acreditas em mim? - Foi a única coisa que se lembrou de perguntar. Bill sorriu antes de o verde dos olhos de ambos se fundir no mesmo olhar.
- Porque serás de todos aquele que mais me dará motivos de orgulho."
Motivos de orgulho... E orgulhar-se-ia dele porquê? Por estar à morte, enquanto ele, Ronan, continuava sem um arranhão, salvo do perigo de morte e sofrimento como aqueles que ele estava a passar em seu lugar?
Era tudo por sua culpa. O irmão ia morrer, ele sabia disso, mas recusava-se a acreditar me tal coisa. E ele seria para sempre um renegado pela família, como sempre temera ser. Flame tinha razão. Nunca ninguém o perdoaria. Ele tinha medo de não conseguir, mas arriscara embarcar naquela aventura estúpida que só trouxera problemas. Bill tinha-o apoiado verdadeiramente e ele tinha sugado esse apoio até às entranhas, de tal modo que agora, via o irmão perder as forças e a vida, ali, mesmo à sua frente.
Se Bill morresse, para além de renegado, nunca se perdoaria a si próprio. Amaldiçoaria a sua maldita existência.
Caiu como uma criança em cima do colo do tronco do corpo adormecido do irmão mais velho e chorou. Durante minutos, horas esquecidas. A cabeça e o peito doiam-lhe tanto como se tivesse levado com uma lança do meio destes, de um lado ao outro. Soluçava tanto que sentia a mão de Bill tremer enquanto a apertava. Ele também tremia. Sentia os lençóis que cobriam o irmão até ao pescoço molhados pelas suas lágrimas.
Os olhos de Bill continuavam fechados e ele, imóvel, tal como saíra do campo de batalha. Ronan deitou a cabeça de novo em cima do tronco do irmão, sem parar de chorar, acabando por adormecer quando o dia começou a raiar lá fora.

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Aah ah... Pois é, queriam mais não era? Pois, tb eu... Mas ainda tenho de escrever primeiro. Agradeço os comentários, tanto virtuais por aki, como pessoais, directamente à minha pessoa... Quando tiver mais ideias aviso que postei, valeu?
Jokas pa todos...

04/12/2007 GMT 1

Mudança Repentina...

sylvia123 @ 21:29

teatroTenho óptimas novidades... eu e a minha Regi fizemos as pazes... tou tão contente e tão aliviada... nem vos passa pela cabeça.
Ontem à noite falei com ela e pedi-lhe desculpa. Também fui longe demais, cheguei a essa conclusão.

As aulas também correram muito melhor. Hoje, no caminho para as aulas durante a longa (entre aspas) viagem de comboio, fui a dar umas revisões no texto de interpretação. Não o revi muito, mas quando cheguei à aula sabia as falas dele todas de cor... quer dizer, quase todas, pelo menos até onde tínhamos dado.

Já acabámos a peça... Agora é só ensaiarmos.

Tivemos o melhor intervalo de sempre, às 16h... viémos cá pra fora, eu, a May, a Sara, a Andreia, a Mari, o Pipo e a Cláudia... Ah, e o Samuel, também.. Tirámos fotos, tivemos a ouvir uns sons... foi muito fixe mesmo. No geral, a aula foi divertida, tirando o facto de ter o Maionde, o Ricardo e os outros a chatearem-me... têem ultimamente tirado os dias para me moer o juízo... Enfim, k se lixe isso, eu aguento. Também k remédio!...

03/12/2007 GMT 1

Desistência VS Sonho

sylvia123 @ 21:13

Nestas últimas semanas tenho passado por duras e progressivas provas de fogo... O pior é que julgo que não me tenho mostrado muito à altura. As coisas no curso não têem estado muito bem... A minha cabeça e a confusão encafuada nela também não têem ajudado nada à coisa; Só me apetece desistir de tudo e abandonar os meus sonhos.

O teatro sempre foi o meu objectivo, a minha etapa final. O meu topo... Aquilo que sempre desejei alcançar. Só que todo o talento que eu achava que tinha para aquilo, parece que escasseou quando perdi os meus amigos (entre aspas) e o meu lugar no mundo. Posso ter encontrado outro, mas ainda não me apercebi disso... A ajuda do João e da Lau tem sido preciosa... Tal como dos meus "amigos" do coração... Os meus cadernos, as minhas folhas, o meu computador...

Tenho medo de perder a força e a coragem para continuar... De me ir mais abaixo do que já fui... De chorar até não conseguir parar mais, e de fazer algo que nunca fiz na vida: Tenho um medo tenebroso de desistir. Não gosto de me arrepender de não fazer as coisas... De ficar com esse peso na consciência, a fazer-me mossa no pensamento (pá, esta saíu-me mesmo muita bem)...

Hoje tentei fazer as pazes com a Regi... Não sei como vão ficar as coisas... Tenho muitas saudades dela, daquelas piadas estúpidas dela, de quando ela me fazia rir... Era tudo o que eu queria, ter o apoio dela de novo, tem-me feito imensa falta. Vamos ver como vão ficar as coisas entre nós... Pode ser que se resolva. Só quero que se resolva!

Cá vos espero para a próxima...

26/10/2007 GMT 1

HARRY POTTER - O NÚMERO "1"

sylvia123 @ 16:56

potter_deathly.hallows A TODOS OS GRANDES FÃS COMO EU...

Apenas quero anunciar que o livro número 7 (em princípio) o último da série de Joanne Kathleen Rowling sai a 19 de Novembro (pelo menos foi-me dito da parte de uma fonte que, para bem ou para mal, considero de certa forma segura)... também posso dizer que só estou pacientemente à espera de ter o livro nas minhas mãos, pois essa mesma fonte já fez questão de o ler de uma ponta à outra e me fazer um breve resumo da história... ou seja, eu já estou por dentro do assunto todo e ainda nem lhe pus os olhos em cima... enfim, nada de preocupante... posso dizer que é mais ou menos o que já estávamos todos à espera, com um pouco de coisas inesperadas pelo meio. De resto está fenomenal... opinião de uma fã incondicional, o que significa uma opinião viciada... ou seja, nunca fiável...

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